Viracasacas Podcast

Política. Direito. Cultura. Atualidades.

Listen on:

  • Podbean App

Episodes

Friday Nov 06, 2020

Nessa coluna falamos sobre a conturbada eleição dos EUA e sobre como Donald Trump tentou sabotá-la abertamente durante meses para depois espernear e dizer que ele deveria escolher quais votos serão contados. Poder, mentira e voto se ligam num absoluto vexame para a grande potência que bombardeou países até o chão com a desculpa de “levar a democracia”… e tudo isso tem uma relação muito próxima com o que vivemos aqui, na periferia do sistema mundial.

Thursday Nov 05, 2020

Saudações pessoas! Essa semana tem post conjunto na casa do chefe Ivan Mizanzuk: a atua presidenta do Anticast , Giselle Camargo recebe os Viracasacas Gabriel e Carapanã juntamente com Alcysio Canette do Lado B do Rio para uma roda viv(íssim)a com a historiadora e economista Ana Paula Salviatti. Tem MUITO mais coisa do que simplesmente isso, mas, jovem, entre aqui e no caminho nós explicamos, porque não há tempo: temos que defender o SUS!

Monday Oct 26, 2020

Saudações pessoas! Nessa edição do Viracasacas trazemos novamente Moysés Pinto Neto , filósofo, professor e criador no TranseHub. Dessa vez vamos discutir ACELERACIONISMO. É um movimento? É uma filosofia? É um princípio político? Por que essa ideia envolve figuras tantas figuras vanguardistas de diversos espectros políticos? Quais as implicações do aceleracionismo para as discussões contemporâneas sobre ecologia, política e tecnologia? Num momento no qual o futuro chega rápido é enfaticamente atirado na nossa cara, incontrolável e, na maioria das vezes, pouco promissor. A imaginação das ficções redentoras da humanidade pela via da tecnologia, a la Star Trek, passaram a dar lugar a cenários cada vez mais sinistros, nos quais maravilhas tecnológicas convivem com mundos arruinados. É possível dizer que o capitalismo poderia cair sob o peso de suas próprias contradições? Por que os aceleracionistas reivindicam Marx? Imaginação de futuros possíveis é parte essencial de qualquer projeto político, algo essencial para deixar de lado a moral distópica que colonizou nosso imaginário político.

Friday Oct 23, 2020

Na reestreia da coluna Carapanã discute a espantosa habilidade da direita brasileira em reescrever sua própria história, algo particularmente importante diante da catástrofe que é o governo Bolsonaro.

Friday Oct 16, 2020

Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos o jornalista Matheus Lobo para uma conversa sobre um assunto que volta e meia citamos em outros episódios: a política colombiana. Matheus é autor, junto com o Rodrigo Simões, do livro “Colômbia - movimentos pela paz”, publicado em 2014. Começamos falando sobre o processo de pesquisa e escrita do livro, que se deu num momento no qual os acordos de paz ainda eram incertos. Depois abordamos como o senso comum político e midiático trata o conflito colombiano de forma caricata, isolando o surgimento de grupos armados insurgentes como as Farc e o ELN de um contexto histórico de violência política e guerra civil. Falamos também sobre a altíssima incidência de assassinatos, desrespeito aos direitos mais básicos e perseguições políticas encabeçadas por governos, autoridades e paramilitares alinhados à direita – que aparecem menos do que deveriam na grande mídia. Dado esse panorama, seria possível chamar de democrático um Estado que assassina 14 pessoas num protesto contra a violência policial? Além disso, o contexto político de longa duração da Colômbia traz paralelos importantes para pensar o caso Brasil, sobretudo depois a ascensão do bolsonarismo. O uribismo é um fenômeno político marcado por uma direita populista, autoritária e alinhada com latifundiários, paramilitares e narcotraficantes.   Álvaro Uribe, no auge de sua popularidade, decretou uma guerra total à sociedade civil colombiana com a desculpa de combater as Farc. Apesar de tudo, novos ventos sopram no país e é mais que necessário entender como foi possível agir politicamente num cenário tão adverso como esse

Saturday Oct 10, 2020

Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas trazemos Juliana Batista, advogada no Instituto Socioambiental, e Gustavo Faleiros , jornalista e editor do site InfoAmazônia, para uma conversa sobre a destruição da política ambiental brasileira e o avanço do garimpo nas terras indígenas. Se há uma promessa de campanha da qual Jair Bolsonaro não se esqueceu foi a de colocar sob fogo cerrado (literalmente) o patrimônio natural brasileiro. Começamos discutindo como as canetas do Presidente da República e de seu anti-ministro Ricardo Salles erodiram com rapidez assustadora um legado de décadas de política ambiental no Brasil. Conselhos participativos foram transformados em clubes de amigos, diretrizes implementadas desde o período da Ditadura Militar esquecidas em prol de memes e negaciosismo científico. Essa destruição se dá em paralelo com a erosão da independência funcional de setores importantes do judiciário e o aparelhamento de órgãos como a FUNAI e o ICMBio através da nomeação de diretores e chefes pouco comprometidos com a missão dessas instituições. O resultado é uma onda sem precedentes de desmatamento, garimpo e incêndios florestais, e a consolidação do “agro” como uma força política que se sustenta pelo constante esforço de apropriação de terras públicas – mais do que pela bem sucedida agroindústria brasileira. O garimpo promete ampliar sua destruição sem precedentes, trazendo contaminação de solos, espécies comestíveis e água com mercúrio. A promessa de “explorar as riquezas” da Amazônia feita pelo presidente em sua campanha (e repetida no embaraçoso encontro com Al Gore) se traduz no seguinte cenário: garimpeiros precarizados operando ilegalmente em terras indígenas, em posse de maquinários caríssimos, a mando de políticos e empresários que contrabandeiam todo o ouro para fora do país com a absoluta conivência do Estado Brasileiro. Diante da destruição organizada do país, as elites brasileiras continuam enchendo os bolsos e almejando aquela passagem só de ida para a Flórida ou Portugal.

Friday Oct 02, 2020

Saudações pessoas! O Viracasacas dessa semana tem a honra de receber Marcelo Semer , juiz, escritor membro e ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia, e Beatriz Falcão , cientista política e analista de relações institucionais, para falar sobre aquilo que não sai da boca do povo: IMPEACHMENT. Começamos discutindo porque o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 inaugurou uma era de instabilidade política depois do relativo equilíbrio da Nova República. A eleição de Bolsonaro, a reboque da Operação Lava Jato, adicionou gasolina ao fogo ao trazer uma expressa politização das forças de defesa e segurança, além de intensificar o processo de partidarização do judiciário. Agora assistimos a uma banalização do instrumento do impeachment no tempo e no espaço – com governadores sofrendo processos de cassação não exatamente por seus prováveis crimes, mas porque decidiram romper com o grupo do Presidente da República. Por outro lado, a aproximação de Bolsonaro com o Centrão e suas escolhas para o judiciário, tendem a blindá-lo de um processo similar… ainda que haja um recorde de processos e crimes. Não há salvação que venha do judiciário, tampouco desse congresso – uma vez que não foram criadas as condições políticas para tanto. O bolsonarismo, ao mesmo tempo em que parece ter encontrado sua estabilidade no trio Evangélicos-Centrão-Militares, também ainda não conseguiu se consolidar como um campo independente, sendo um movimento fundado única e exclusivamente na imagem produzida de seu líder.

Friday Sep 25, 2020

Saudações pessoas! Nesse Viracasacas recebemos Tiago Soares , jornalista e historiador, para uma conversa sobre o liberalismo enquanto projeto político e suas transformações ao longo do século XX e XXI. Falamos sobre o liberalismo enquanto um projeto político amplo, que foi da apologia da escravidão dos liberais clássicos, passando pelo keynesianismo e desaguando nas praias do laboratório de destruição que foi o pinochetismo. O neoliberalismo, a renovação do laissez-faire efetivado através do fusionismo com frentes conservadoras, deu o tom nas últimas décadas do século XX – embalado pela tese de um “fim da história” - e chegou a conquistar uma face “progressista” pelas mãos do New Labour Inglês. As aventuras militares dos EUA no Oriente Médio (que contaram com a ajuda do New Labour) e a Crise de 2008 enterraram essa fase áurea do neoliberalismo e abriram caminho para radicalização dos componentes mais autoritários do liberalismo. Num tempo em que política, ideologia e identidade se confundem, há como prescindir do liberalismo num debate à esquerda? A social democracia foi um projeto da democracia liberal? Como se tornou moral publicar artigos defendendo venda de órgãos? O atual momento político no Brasil é ilustrativo do estado da arte no mundo: pulsão de vida na base da pirâmide, pulsão de morte no topo. A destruição do contrato social tem um preço.

Friday Sep 18, 2020

Saudações pessoas! Nesse episódio temos um Viracasacas RAIZ, um Viracasacas MOLEQUE, no qual Gabriel Divan e Carapanã discutem a insanidade nacional em todo o seu esplendor. Começamos com um comentário da troca de presidência do STF, com uma contagem detalhada de quantas esferas Toffoli decidiu lustrar e o que esperar do mandato de Luiz “in” Fux “We Trust”. Comentamos o dedo podre no nosso querido estado do Rio de Janeiro, com destaque para as investigações sobre o prefeito Marcelo Crivella que agora chamuscam a Igreja Universal. Falamos sobre os incêndios florestais e o projeto de destruição articulada dos biomas brasileiros, levado a cabo por um playboy sem vergonha com anuência do executivo e, claro, dos patrióticos militares. E por fim falamos rapidamente das eleições municipais com destaque para a MARAVILHOSA participação de Guilherme Boulos num podcast de liberteen canábico que tem uma enorme audiência – e aparentemente hosts que conseguem ser bem mais educados com algum nome das esquerdas do que a maioria do jornalismo nacional…

Friday Sep 11, 2020

No Viracasacas dessa semana recebemos Victor Marques , professor de filosofia na UFABC e editora da Revista Jacobin Brasil, para uma conversa sobre Mark Fisher (1968-2017) e seu magnum opus: o livro Realismo Capitalista. Fisher era um ensaísta, crítico musical e professor de literatura que viveu numa Inglaterra em profunda transformação. Figura marginal nos círculos acadêmicos, ele foi integrante de diversos movimentos de vanguarda dos estudos sobre política, internet e ficção. Os ecos de sua obra podem ser observados nos inúmeros movimentos de renovação das esquerdas, principalmente no hemisfério norte. O livro Realismo Capitalista foi lançado em 2009 e chamou a atenção de autores consagrados da esquerda socialista por sua escrita direta, seu uso de referências acadêmicas e da cultura pop e seu diagnóstico certeiro do momento de inércia devastadora das esquerdas e da juventude enquanto o cadáver insepulto do neoliberalismo vaga pelas ruas em busca do sangue e da carne alheios, tal qual um morto-vivo. A tradução dessa obra, que será lançada em breve pela editora Autonomia Literária, conta com vários ensaios extras e também inéditos em língua portuguesa, além de um excelente posfácio assinado por Victor Marques e Rodrigo Gonsalves.

All rights reserved

Podcast Powered By Podbean

Version: 20241125